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Nova tecnologia é aplicada por pesquisadores do Projeto Tamar para rastrear tartarugas marinhas

26/11/2019 - Pequenos transmissores instalados nas tartarugas marinhas fornecerão dados coletados no ambiente, e serão compartilhados entre as tartarugas num formato de rede biológica. ↓

Em 2018, a base do Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar em Ubatuba recebeu a visita do professor Dr. Marcelo Knörich Zuffo, titular do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP, e coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da USP. O CITI-USP é um núcleo de pesquisa interdisciplinar da USP.  No Brasil, o Prof. Zuffo coordena o programa “Caninos Loucos”, com o apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), de Jon “Maddog” Hall, Diretor do Conselho do Linux Professional Institute e financiamento inicial do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Programa Caninos Loucos desenvolve  computadores de placa única (“Single Board Computers”) com estrutura aberta, hardware e software para a Internet das Coisas (Internet of Things- IoT).

A partir de algumas reuniões realizadas desde então, surgiu a proposta de empregar IoT como uma nova tecnologia no monitoramento das tartarugas marinhas. Desde então, vem sendo desenvolvida pela equipe do Prof. Zuffo um sistema de pequenos transmissores de sinais através da tecnologia de radiofrequência conhecida como LoRa®, que permite uma comunicação a longas distâncias com consumo mínimo de energia e preços mais acessíveis em relação a outras tecnologias.

Estes pequenos transmissores instalados nas tartarugas marinhas fornecerão dados coletados no ambiente (profundidade, temperatura e localização), e serão compartilhados entre as tartarugas num formato de rede biológica (similar ao que acontece entre formigas num formigueiro). Através do contato entre estes dispositivos, informações são rapidamente compartilhadas entre todos os indivíduos do formigueiro. De forma semelhante, a proximidade de tartarugas “marcadas” com os transmissores possibilitará o compartilhamento dos dados coletados. Cada tartaruga também poderá enviar os dados a plataformas fixas, chamadas de “gateways”, instaladas na área de estudo e que permite o alcance de um raio de alguns quilômetros.

Os testes da nova tecnologia estão sendo feitos junto ao projeto de pesquisa “Ocorrência de Eretmochelys imbricata no entorno do Parque Estadual da Ilha Anchieta/SP” que vem sendo realizado pela equipe do Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar de Ubatuba.

Experimentos iniciais dos transmissores mostraram resultados promissores, com alcance de cerca de 4,5 km entre “tartarugas” e 12 km entre tartarugas e plataformas fixas.

A nova tecnologia viabilizará estudos de comportamento e ocupação de área de tartarugas marinhas residentes em áreas de alimentação com custo mais acessível que as tecnologias de satélite-telemetria disponíveis atualmente. O tamanho reduzido dos transmissores também constitui um grande avanço, possibilitando a instalação em indivíduos menores, mas uma das potencias aplicações da tecnologia será a instalação dos transmissores de fêmeas nas áreas de desova, a partir em fêmeas durante a saída do mar para postura e monitoramento das posturas sucessivas a partir de estações fixas instaladas nas bases de pesquisa do Projeto Tamar.

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